terça-feira, 22 de março de 2011

DEUS NAS MÃOS DE PECADORES IRADOS: UMA RESPOSTA CRISTÃ AO MOVIMENTO HOMOSSEXUAL


Pr. Dorisvan Cunha

O presente artigo está fundamentado no pensamento do Filósofo Cristão Willian Lane Craig. Tudo o que escrevi e argumentei de alguma forma já foi dito anteriormente por ele. Apenas dei a minha roupagem e simplifiquei a linguagem para aqueles que não têm acesso à literatura apologética deste renomado escritor. Meu objetivo é ajudar nossos jovens e adolescentes a responderem com mais firmeza a questão do homossexualismo. Se você quiser a argumentação completa sobre o tema pode procurar no livro “Apologética para questões difíceis da vida” no capítulo 7. Ali ele trata da questão homossexual. Leia também “A veracidade da Fé Cristã” deste mesmo autor.

“Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas”. (Salmo 2.2-3).

Creio que a palavra mais característica de nosso tempo é “relativismo”. Penso que você já ouviu alguém dizer: “isso é relativo” ou “depende do ponto de vista e do gosto de cada um”. É bem verdade que existem coisas na vida que dependem sim do ponto de vista e do gosto pessoal. Por exemplo: na minha época de seminário, quando saímos para tomar sorvete, o meu amigo Michel Platiny só pedia sabor de chocolate. Era o preferido dele. Eu, por outro lado, exigia de cupuaçu ou Bacuri. Era uma questão de gosto pessoal e isso em nada influenciou a estrutura da civilização humana.

Quando os homossexuais argumentam sobre suas práticas homossexuais, geralmente fazem uso desse mesmo tipo de raciocínio afirmando que o homossexualismo é uma questão de gosto pessoal. No entanto, para o bem da humanidade e para a preservação da sociedade, ninguém tem o direito de se valer dessa lógica em se tratando de questões de ordem moral.

Ninguém pode, por exemplo, simplesmente argumentar que molestar uma criança é apenas uma questão de gosto pessoal, pois tal ato de perversidade violenta a lei da moralidade básica humana. Você leitor, não pode argumentar que a selvageria de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres em 1998 em São Paulo, é uma questão banal de gosto pessoal, pois está evidente na lei da consciência humana que o que ele fez foi crime contra a vida.

Partindo desse ponto, chega-se a uma conclusão importante: a lei da moral absoluta existe. E ela só existe porque Deus existe. Vou explicar melhor: existe um senso inato de certo e errado na consciência humana, e Deus, de acordo com o cristianismo é o fundamento de toda ética e de toda moral. Como disse Dr. R.C. Sproul: "A existência de Deus é o elemento principal na construção de qualquer visão de mundo.[1] Mas a verdade é que muita gente nega a existência de Deus e o tratam como um ser desnecessário para a vida, sentado no banco dos réus, sob a ira do pecador. E muitos encontram nessa “fé no acaso” razões suficientes para justificarem suas práticas absurdas.

No entanto, o que eles esquecem é que temos apenas duas respostas a serem dadas para a existência de Deus: Ou Ele existe e a vida tem valores, ou então ele não existe e estamos todos convidados à celebração da barbaridade. Vou ilustrar isso melhor: A crueldade do casal Nardoni em assassinar a pequenina Isabella; o abuso sexual infantil, a pedofilia dos padres, o estupro, o roubo, etc, só podem ser rotulados como “errados” se Deus Existir. Ora, se Ele não existe quem pode dizer quem está certo e quem está errado? Um homem não pode simplesmente dizer que uma linha é torna a menos que ele tenha algum conceito sobre uma linha reta[2]. Da mesma forma, você só pode afirmar que a atitude do casal Nardoni foi “um crime cruel” se você tiver um conceito definido de certo e errado, caso contrário você não poderá acusá-los de crime contra a vida de uma criança.

Ora, se Deus não existe, como afirmam os ateus, então todas as coisas são permitidas, inclusive ser assassino, molestador, estuprador, homossexual, lésbica, violento, tirano, etc.

Com isso estou afirmando que Deus é a tese principal da ética social. Como afirma Sproul, “Negar essa premissa mestra significa içar as velas para a ilha do niilismo”.[3] Sem Deus o ser humano se deforma por completo e a raça humana fica condenada à extinção. Sproul mostra de forma interessante que mesmo Emmanuel Kant, o agnóstico do século XVIII, pensava que “se Deus não existir não teremos esperança de uma comunidade humana ou civilização”[4]. Sem Deus não há legislador absoluto, e se não há legislador absoluto, também não há lei e, se não há lei ninguém tem o direito de impor normas de conduta e moralidade sobre os outros. Por quais razões estaria eu constrangido a obedecer ordens de seres semelhantes a mim?

Assim não teríamos como julgar os atos bárbaros dos seres humanos, afinal sem lei moral, não há padrão para certo ou errado. Nesse caso os homossexuais estariam corretos, restando-nos apenas o ato de instituição definitiva do homossexualismo como a mais “correta” forma de relação sexual.

Sem Deus é impossível condenar gestos de opressão, discriminação, crime e chantagens. Sem Deus também não há razão para enaltecer atos de fraternidade, igualdade e amor como “coisas boas”, pois em um universo sem Deus, bem e mal não existem; existem apenas instintos humanos sem valores morais, como os dos animais irracionais que perambulam por ai sem saber o que estão fazendo. E o que é mais grave: sem Deus tanto faz praticar a pedofilia como construir centros de abrigos a menores desamparados, não faz diferença. Por quê? Porque sem Deus não há ninguém para dizer que você está certo ou errado.

Portanto, a grande questão levantada contra o homossexualismo, o aborto, a pedofilia, o assassinatos, e todas as outras coisas que a própria consciência humana condena, é: Deus existe? Se a resposta for positiva como nós afirmamos, então temos como saber o que é certo e o que é errado, e precisamos recorrer a esse padrão para respondermos ao homossexualismo. Caso a resposta seja: não! Deus não existe! Então, admitiremos que o ato de barbaridade dos nazistas Alemães em lançar homossexuais, judeus, ciganos e prostitutas nos campos de concentração não pode ser visto como algo ruim, uma vez que não temos uma lei que julgue entre certo e errado. Como afirma Craig “Se Deus não existe vale qualquer coisa, inclusive discriminação e a perseguição contra os homossexuais”.

Mas, a verdade é que muitos homossexuais não assumem a postura do niilismo absoluto, ou seja, da negação total do Deus judaico-Cristão; e por conta disso querem sempre falar em “princípios de moralidade básica e dignidade pessoal”. Willian Craig bem afirmou: “o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus”[5]. Por isso, quando alguém discrimina ou agride um homossexual eles acham isso um “absurdo”; eles fazem protesto e dizem que tal atitude é errada. “Na verdade querem afirmar os princípios cristãos de que o certo e o errado existem”.[6]

Esse tipo de incoerência é muito bem ilustrado nas programações da nefanda Rede Globo. Em programas como o “Big-Brother” e “Amor e Sexo”, por exemplo, eles exaltam a promiscuidade, o homossexualismo e a banalização do sexo. Mas, no Jornal Nacional e no Fantástico eles fazem uma busca implacável pelos “culpados” de estupro, pedofilia, tráfico de drogas e agressão ao homossexual. Por um lado eles promovem a barbaridade e por outro querem julgar aqueles que eles mesmos produziram. Que incoerência miserável!

A única resposta que temos para tal atitude é a de que, por mais perverso que seja o coração humano, a norma da Lei de Deus ainda está gravada lá[7]. Jean Paul Sartre, o existencialista ateísta, afirmou que “mesmo que alguém não acredite em Deus, há elementos da idéia de Deus que permanecem em nós”[8]. E um desses elementos mais fortes é o da lei moral no coração humano. “Todas as pessoas têm um senso inato de certo e errado. Por isso é que coisas como amor, lealdade, respeito, generosidade são considerados valores positivos que todas as pessoas apreciam e respeitam”[9].

Mas, como Vimos até aqui, juízo de valor e julgamento sobre questões morais só são possíveis se Deus existir. Assim, se eles querem continuar com algum argumento de ordem moral, sobre certo ou errado; ou se querem ficar “horrorizados” e “chocados” com uma atitude “tirânica” e “despótica” de “discriminação” e “intolerância” contra homossexual (tudo entre aspas porque sem Deus isso é conversa fiada), então eles têm que reafirmar a verdade central da vida: Deus existe e ele não está calado. Nós cristãos, estamos firmes nesta verdade da Existência de Deus, e eles, estão encurralados contra Deus. E quanto aos ateus? Quanto aos ateus, que eles se entendam com Deus.

Ora, se Deus, o grande legislador do universo, existe e falou ao homem, então, impõe-se que comecemos a perguntar: o que esse Legislador diz sobre a prática homossexual? Isso define a questão de uma vez por todas.

Claro que eu, ser humano como os outros, não tenho autoridade para condenar práticas de ninguém. Mas, o Deus da Lei é legislador sobre todos e ele ditou normas definidas sobre o comportamento humano. Vejamos então o que Ele mesmo disse sobre o assunto e assim o assunto está encerrado.

Há pelo menos seis passagens na Bíblia que condenam diretamente a prática homossexual. A primeira delas é em Levíticos 18.21-23: “Eu sou o SENHOR. Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele”. Veja o Legislador do universo condenando a prática homossexual. Ainda Levíticos 20.13 está dito: “Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; serão mortos; o seu sangue cairá sobre eles”. Aqui a punição para a prática homossexual é a pena de morte. Ou seja, o homossexualismo está na lista dos pecados dignos de pena de morte na perspectiva do legislador do universo. É claro que depois da cruz não se deve mais punir homossexualismo com a pena de morte. Mas o princípio aqui é: o Deus da Bíblia, o mesmo que alguns homossexuais dizem crer, é contra a prática homossexual. Como disse Willian Craig “a prática homossexual, aos olhos de Deus, é um pecado sério”[10]. Não há saída.

Veja ainda o texto de Gênesis 19.4-5: “Mas, antes que se deitassem, os homens daquela cidade cercaram a casa (de Ló), os homens de Sodoma, tanto os moços como os velhos, sim, todo o povo de todos os lados; e chamaram por Ló e lhe disseram: Onde estão os homens (os anjos) que, à noitinha, entraram em tua casa? Traze-os fora a nós para que abusemos deles”.

O episódio aqui relatado é muito conhecido na tradição Judaico-cristã. Fala da tentativa de estupro contra os anjos de Deus. A perversidade homossexual do povo de Sodoma chegou a um nível tão execrável que eles queriam possuir sexualmente os santos anjos do Deus Eterno. Não é de admirar que Deus, o Legislador do Universo, tenha destruído com fogo e enxofre as cidades de Sodoma e Gomorra.

Fonte Via: Sociedade Calvinista

Nenhum comentário:

Postar um comentário